Ana Pratas

Uma das coisas mais especiais que tenho hoje são os álbuns de fotografia antigos montados pela minha mãe. Adoro pegar neles e lembrar-me da casa onde vivíamos e dos detalhes, recordar as férias na praia com toda a família, os Natais, e de como eu era na altura. E é isto mesmo que tento fazer com a fotografia. Quero oferecer aos miúdos que fotografo hoje essa mesma sensação quando forem crescidos. Gosto da ideia que daqui a uns anos vão olhar para as fotografias e vão se lembrar de como viviam, o que sentiam e, especialmente, de como eram felizes em miúdos.

No entanto, eu nem sempre quis ser fotógrafa. Sou das ciências, licenciei-me e doutorei-me em engenharia física, mas acabei por encontrar a fotografia e descobri que fotografar miúdos e famílias é algo que adoro fazer. Estávamos em 2010-2011 e foi aí que comecei a dedicar-me a sério para aprender a fotografar melhor, praticando e absorvendo toda a informação que encontrava. No final de 2011 fotografei a primeira família que me contratou.

Hoje em dia, aquilo que cada vez mais procuro fazer são fotografias que verdadeiramente retratem cada família e, mais recentemente, comecei a focar o meu trabalho na fotografia documental. Com uma abordagem fotojornalística, sem poses ou direcções, acompanho uma família durante um dia inteiro ou uma parte dele, fotografando-os enquanto vivem o seu dia-a-dia e a vida acontece.

Portfolio

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